13 de dezembro de 2010

A MÁGICA DA SEPARAÇÃO


Eu acredito que mesmo quem já passou por términos intensos, dolorosos e complicados, ainda se impressione quando lembra do seguinte: a mesma pessoa que no momento do término você odeia com todas as forças, já foi o seu passional e exclusivo objeto de desejo.
Aliás, se vocês me perguntarem, eu acho que o aspecto mais triste do fim de um relacionamento é exatamente este, a morte de um sentimento belo, que existiu, mas se transformou em desprezo, indiferença ou até mesmo asco.
Sério, parece algo forte de se dizer, mas quem nunca, depois de certo tempo com alguém – sim, talvez não fosse a melhor pessoa para você – tomou um certo nojo, adquiriu um desprezo profundo pelo outro? É nessa hora que paramos e pensamos: foi por isso que eu chorei e lutei tanto? Sim. Foi.
Talvez seja mundialmente aceito o conceito de que pessoas maduras não terminam de forma descontrolada, descabelada, por assim dizer. É sempre feio quando um casal separado não consegue conviver no mesmo círculo. Mas, na vida real e individual de cada um, o término pode nos afetar de formas inimagináveis, gerando uma ferida que, talvez, quem sabe, não cure jamais. Só quem sente é que pode saber o quanto foi afetado.
Bom, perdi um pouco aí a linha do raciocínio, vou tentar retomá-la: quem nunca sentiu que ‘casou’ com uma pessoa e se separou de outra completamente diferente? É como uma caixa mágica aonde entra o amor da sua vida e sai um monstro que fez você perder seu tempo. Entra alguém que proclamava amor eterno por você e sai alguém que ‘nunca te valorizou’. Entra uma gata muito boa de cama e sai uma sogra infernal. É como se Houdini fosse o cupido.
Eu acredito que as pessoas podem mudar. Talvez nem mudem sua essência, mas hábitos do dia-a-dia, atitude práticas, esses mudam. Conheço histórias de casais jovens e porra-loucas que terminaram porque um deles virou um careta responsabilíssimo e criticava tudo que o outro fazia (incluindo coisas que, antes, faziam juntos). Nesses casos, podemos falar, de fato, em uma mudança de personalidade. Mas será que todos os casais que terminam mudaram mesmo de rumo? Ou será que o que muda não são os outros, mas nós? Nossos sentimentos por eles.
Sim, porque se eu paro para pensar nos meus relacionamentos que acabaram porque eu não me sentia valorizada, não era porque o cara tinha mudado. É porque chegou um ponto em que eu, finalmente, percebi que ele não dava a mínima ou, pelo menos, nunca me deu o que eu achava que merecia. Depois da cegueira da paixão, as coisas ficavam claras e quanto mais tempo passou, mais nitidamente eu enxerguei como a relação era de verdade.
É aí que vem a sensação de que há, não apenas duas, mas três pessoas no namoro: você, sua paixão e o canalha do final.
Não sei se essa é uma atitude errada. Não sei nem dizer se alguém sente isso também, talvez seja apenas eu. Mas o que eu sei é que só quem passou por ele sabe o que é um término feio. Às vezes ser diplomático só para agradar os outros, dói na alma. Às vezes é preciso descabelar-se para terminar. Mas, apesar de tudo, enxergar o outro não mais como sua paixão, mas como ele/ela realmente é, ajuda a curar as feridas. É a decepção que, muitas vezes, te ajuda a se preparar para mais um round e, quem sabe, encontrar alguém ‘melhor’.

TCHU TCHU TCHE BLENGOS*

Se tem uma coisa que me intriga é o fato de homens e mulheres possuírem formas tão diferentes de se expressarem. Mesmos Reino, Filo, Classe, Ordem, Família e Espécie. Apenas Gêneros diferentes e, ainda assim, pode perguntar para qualquer mulher se ela não já sentiu 'di cum força' que estava tentando falar com um ser de outro planeta. Se a base de qualquer relacionamento a longo prazo é a comunicação...fudeu?
Mais uma vez devo alertá-los de que este texto parte para generalização, sim, já que não há outra maneira de servir seu propósito se não abdicarmos da infinita individualidade de cada um (redundância pouca é bobagem).
Assim, posso afirmar que enquanto nós mulheres temos que fazer um discurso enoooorme, complexo e truncado para tentar passar uma única informação, eles depositam toda sua fé nas monossílabas.
Antigamente, eu achava que o problema era exclusivamente deles. Quem não fala muito é quem trava a conversa, não? Mas, com a maturidade, vemos que a coisa não é bem assim, né, girls?
As mulheres, venhamos e convenhamos, apesar de serem criaturas maravilhosas, maduras e conhecedoras da sua língua, perdem, facilmente, a linha do bom senso e acabam incluindo em um discurso que era para ser direto e conciso, baboseiras fora de contexto, que os deixam mais confusos do que normalmente são.
Eu jamaaaaais teria admitido isso se não fosse meu dito cujo. Ele é um monossilábico de carteirinha e só falta ter um colapso quando a idéia de 'bater uma D.R' aparece (vai por mim que não é exagero, eu já fiz questionário de múltipla escolha para conseguir rolar uma DR. E, olha, funcionou super bem!), PORÉM, ele conseguiu me mostrar numa dessas D.Rs, que eu começava a falar sobre algo bem específico – sobre o qual ele estava até disposto a conversar – mas, de repente, começava berrar a respeito de coisas antigas, que não estavam no roteiro, e muito menos faziam sentido naquele momento – tipo três anos após o ocorrido.
É saudável discutir a relação, sem dúvida. Isso é algo que os homens deveriam aprender. Uma conversa bem feita é capaz de garantir felicidade e satisfação dentro do relacionamento por mais seis meses. ENTRETANTO, deve haver uma metodologia para isso. No minuto que a gente grita, eles páram de ouvir. No minuto que a gente joga na cara algo que era para ter sido discutido meses e meses antes, eles páram de ouvir. E eu não tiro a razão deles, sabiam? Nós, muiés, precisamos aprender que existe um prazo prescricional para os eventos amorosos. Não botou os pingos nos is quando deveria? Supera, nêga! Não dá pra superar de jeito nenhum? Termina, oxi!! Ficar carregando mágoas mau resolvidas é veneno puro pra relação! E ainda por cima consegue bagunçar uma conversa que era pra ser saudável e direta.

Devo admitir, porém, que o maior problema nesse treinamento feminino de 'Atitudes Marcianas para leigos' é que, quanto mais desequilibrado é o nosso estado, maior é a nossa vontade de falar. É por isso que o discurso muitas vezes sai de forma aleatória, desordenada, quase incompreensível. E é por isso que as piores e mais inúteis D.Rs aparecem durante a TPM, por exemplo, e durante as bebedeiras (muuuuita mulher fica agressiva quando bebe, sabiam?). Nessa hora, peço aos ditos cujos que acumulem o máximo de paciência, tolerância e compreensão possíveis. Se tudo passa, até uva passa, a TPM uma hora também.

De resto, acho que a mulherada deve se acalmar e se esforçar de verdade para transmitirem a mensagem que considerarem importante. Vale até anotar num bloquinho o assunto específico que você quer colocar pra jogo. Facilita muito a vida. Até publicarem um dicionário monossilábico, o jeito vai ser se esforçar!

* Piadinha interna sobre a língua dos Marcianos.

SOLIDÃO

É engraçado notar como fazemos de tudo para não demonstrar certos sentimentos. Ciúme e inveja, por exemplo, são emoções que nos dão um pouco de vergonha. Então fazemos de tudo para disfarçá-los. Também nunca tive coragem de ligar para alguém num momento de solidão e dizer ‘estou solitária, podemos sair?’. A sensação é de que estaremos expondo uma fraqueza insuperável, sendo que, na verdade, todo mundo já se sentiu só na vida.

Não estou falando daqueles momentos em que estamos curtindo uma onda sozinhos. Adoro ir ao supermercado sozinha à tarde, por exemplo. Ou chegar da rua cansada e curtir um momento largada no sofá na frente da tv, sem ninguém interferir.

Mas em alguns momentos da minha vida, já me senti solitária, de verdade. E isso nem quer dizer que estivesse sozinha. Muito pelo contrário. A solidão mais intensa é aquela que se sente no meio de uma multidão. Quando mesmo cercado de pessoas, nos sentimos desconectados do resto do mundo. Ninguém nos entende, ninguém nos ama, ninguém nos enxerga na solidão. Essa é a sensação que temos.

Esse sentimento também não tem hora para nos atingir. Podemos estar seguindo um curso tranqüilo de vida, até mesmo acompanhados, quando, de repente, sentimos que as companhias que nos cercam não nos preenchem, não nos entendem, não se conectam mais com a gente. É claro que não é responsabilidade de ninguém satisfazer nossas mudanças emocionais o tempo todo. Mas é exatamente por isso que cheguei à conclusão de que a solidão tem muito mais a ver com nosso estado de espírito do que com as ações do outros em relação a nós.

Parando para pensar, percebi que as vezes em que achei que ninguém me entendia, tiveram mais a ver com o fato de que minhas expectativas quanto à tolerância e o apoio do outro não foram atendidas, do que com a postura real da outra pessoa.

A solidão amorosa, por exemplo, tem muito mais a ver com a indisposição de se fazer concessões, de se abdicar de expectativas irreais e de ver os relacionamentos com menos idealização, do que, de fato, pela ausência de um parceiro no mundo.

Cara, num mundo de 7 bilhões – mesmo que você tire os feios e chatos – não é possível que não há ninguém para você. A solidão pode ser uma jaula na qual você mesma se coloca. Se o cara não é ‘perfeito’, você não dá bola. Mas não é só perfeição que vai ao cinema com você, segura na sua mão, e te abraça numa hora de chateação.

Essa é a grande sacada da solidão. Ela acontece quando nós não estamos abertos para lidar com o mundo de maneira madura, realista. Aí, ficamos em casa, isolados, idealizando um namoro, imaginando amizades perfeitas, colegas de trabalho perfeitos, famílias perfeitas. Por isso, tomem muito cuidado. A solidão pode virar, simplesmente, o mau hábito de não se aceitar as falhas do mundo em relação a suas expectativas.

Faça um esforço. Ligue para alguém e diga ‘preciso sair. Preciso de companhia e de conversar.’ Pode ser embaraçoso no primeiro momento, mas quem sabe a pessoa para quem você ligou também estava louca por uma parceria. Assuma sua parcela de culpa na sua própria solidão e bola pra frente.

“Pessoas precisam de pessoas, Steve. Não tem nada a ver com sexo. Bom, talvez 40 por cento. Hum, 60 por cento. Esquece, esquece.” Do filme ‘Vida de Solteiro’.

CIRCUNSTÂNCIAS EXTERIORES

Quando um relacionamento vai de vento em popa, o casal tende a crer que está numa mágica bolha inabalável. Se nenhum dos dois está fazendo algo que supostamente traria instabilidade, é como se não houvesse razão para se preocupar.

Ocorre, porém, que o casal nunca está só. A relação a dois, na verdade, é uma relação de vários: ex-namorados (as), sogros e sogras, cunhados, amigos, passado, bagagem emocional, trabalho, enfim, há todo um mundo ao redor, e, às vezes, até dentro, de uma relação amorosa.

Quando a relação é 'oficial', como um casamento (morar junto conta como tal), as influências externas são ainda mais intensas. Não que em um namoro isso não aconteça. Conheço várias pessoas, eu mesma incluída, que ficaram arrasadas ao constatar que o término com o namorado significaria também o fim da relação com a família e com certos amigos. Mas é que com o casamento há uma fusão de quase todas as coisas: dinheiro, contas, dívidas, espaço, até roupas se misturam. Que dirá, então, a convivência familiar prolongada.

Até onde é possível agüentar, por exemplo, fofoca das amigas contra o marido ou namorado? Há casamento que suporte uma sogra sádica, realmente contraproducente? Se tem algo que eu aprendi é que família e amigos podem ajudar um casamento a durar. Parece que o reforço positivo e as boas intenções fazem com que o casal se sinta mais disposto a trabalhar pelo sucesso. Infelizmente, o contrário também pode acontecer, como descobri, recentemente, que família pode muito bem fazer um casamento acabar.

Primeiro porque, se o casal tem que assumir posições familiares opostas, fica difícil manter o companheirismo, pois, a cada vez que um ou outro for defender o seu lado familiar, a idéia que se passa é que a lealdade saiu do casal e foi para só para a família.

E como expressar lealdade a seu parceiro ou parceira se este ato por si só ofende sua família? Como escolher entre seu marido e sua mãe, ou entre sua esposa e seu irmão, por exemplo? Quando o conflito familiar bate no mundinho do casal, a instabilidade é inevitável. Para isso, só há uma solução para aliviar o problema (porque fazer sumir, nada faz!): conversa. Expressem o máximo possível o que está em suas cabeças. E nunca se esqueçam de se colocar no lugar do outro. Essa é uma regra de ouro para qualquer relacionamento a longo prazo.

Assim, quem sabe, o casal consegue manter sua essência um pouco mais intacta. Mas tomem muito cuidado: tem família que pesa mesmo, que usa da chantagem emocional para conseguir as coisas sem nem se importar se isso afetará o relacionamento daquele que está sendo pressionado. Por isso, olho aberto em cima daqueles que podem minar sua felicidade. Mesmo que eles sejam pessoas que te amam!

A ARTE DA PAQUERA



Aí um conceito universal do mundo dos relacionamentos. Todo mundo sabe o que é paquerar e a importância dessa fase antes de qualquer ficada e, conseqüentemente, de qualquer namoro.

Apesar dessa universalidade de conceito, as características da paquera mudam muito de tribo para tribo. Peguemos as frases de abertura dos homens, por exemplo. Para um playboy, nada mais eficiente do que dizer “tenho uma Z4”, “meu pai é dono do Pão de Açúcar”, e “tenho meu próprio escritório de advocacia desde os meus 18 anos”. Para a galera natureba, a frase já teria que circular ao redor de “apóio o desenvolvimento sustentável”, “lasanha de tofu é meu prato favorito”, e “faço meus sapatos de hemp”. Para os emos, a paquera provavelmente começa com um “tentei me matar três vezes mês passado, porque meus pais não entendem minha dor de jamais conhecer o vocalista do Simple Plan”.

Do lado feminino, porém, a coisa tende a ser um pouco mais uniforme e generalizada, a começar pelo fato de que a paquera feminina é vista mais como gestual do que verbal. A bem da verdade, isso ocorre porque a maioria dos homens puxa o papo, mas logo está pensando em que sutiã ela está usando, ou se ela é daquelas que dá na primeira noite, então, eles acabam não notando os sinais da paquera na conversa em si, o que é uma pena.

Alguns sinais, hoje, são até batidos. Mão alisando o cabelo o tempo todo, “contato manual” excessivo, risos abundantes mesmo das piadas mais idiotas. Algumas chegam a forçar a barra e tentar uma cara modelete com a boca ficando um pouco mais pronunciada e os olhos um pouco mais cerrados. Aquela cara de capa da Elle ou de quem tá saindo de um lugar com muita fumaça de gelo seco.

Na parte verbal – ainda que ignorada pela maioria dos homens – vale muito prestar atenção se ela está apresentando ‘a melhor versão de si mesma’ ou ‘desencanada amorosamente’, para não dar a impressão de compromisso imediato: “Ah, eu não sou ciumenta, não”, “eu e meu ex terminamos super na boa”, “as pessoas não se permitem mais só conhecer as outras na noite, né? Tipos, sem compromisso, né?”.

Tá certo, não falei nada de novidade até agora. Mas aqui vem a bomba: rapazes, se liguem! A arte da paquera é muuuuuuito mais fácil do que vocês imaginam e sua insegurança normalmente é a única coisa que caga tudo. Isso porque, se a mina parou para ouvir a sua primeira frase, vão por mim, ela já gostou do que viu.

As mulheres têm a capacidade de fazerem uma seleção rápida, com base em uma complexa análise de detalhes – só no investimento posterior, já na fase de namoro, é que ela dedica seu tempo para valer. Isso porque as mulheres são muito de química, de empatia imediata. Se você chega perto e ela não tá afim, você vai sacar na hora, pois ou ela vira a cara mau humorada e irritada pela sua audácia. Ou então, se ela estiver sendo meramente diplomática, vai até te ouvir, mas vai ficar olhando ao redor, procurando algum conhecido, vai dar respostas sinceras demais ou resumidas demais (mulheres não são monossilábicas por natureza!) ou vai dar um jeito de te entediar com o silêncio dela até você vazar. Não leve para o lado pessoal. O gosto é dela. Parta logo para outra!

Dessa forma, aqui seguem as dicas da paquera masculina:

1 – Curta a noite antes. Não parta direto para a paquera. Faça reconhecimento de terreno, selecione umas duas ou três garotas para abordar depois, converse muito com seus amigos, gaste seu repertório de piadas imundas com eles, ria muito, aproveite sua noite como se você já tivesse uma namorada, e não como se estivesse caçando uma nova.

2 – Não apele na birita. Uma das razões principais para levar um ‘não’ precocemente é chegar sem perceber que falou “voxê zem zempre por aqüi?”, com aquele bafão sinistro na cara da mina que não está de chapinha e maquiagem para um bebum vir desperdiçar seu tempo. Uma bebidinha é bom para dar aquela “soltada”, mas passar da conta é pedir para levar um fora.

3 – Observe. Antes de partir para o ataque, tente “ler” seu alvo. Ela é mais tímida ou mais descolada? Fala alto? Fala muito? Está alegre? Está numa noite só de mulherada ou está disponível? Tudo isso é material para você criar uma abordagem mais natural, mais em sintonia com o perfil dela, pois as mulheres sentem de longe o cheiro de pólvora no cara que está “atirando para todo lado”. A observação prévia ajuda a garantir aquela sensação de que você quer conhecer ela. E não comer qualquer uma.

4 – Explore.seu.senso.de.humor. Mulheres ADORAM caras engraçados. Vocês não estão entendendo. Mulheres AMAM um cara que as faça rir. E para isso, não precisa decorar um repertório de piadas prontas. Seja sagaz, faça comentários sinceros, mas brincalhões, e pode soltar um pouquinho da sua maldade feminina falando mal da roupa de alguém no local. Sem exagerar. Ela tem que saber que você é espirituoso e não simplesmente maldoso.

5 – A dica mais simples é, ao mesmo tempo, a de mais complexa absorção. Esta é, realmente, a dica mais importante para um homem. Não apenas na paquera, mas em sua atitude na vida. Aqui vai: chegue chegando. Não, eu não disse “chegue agarrando”. Chegar chegando é uma questão sutil, de pura atitude. A mulher bonita pode ser muito intimidante para o “homem comum”, porém, sinceramente, ela pode ser linda, mas está no mesmo estabelecimento que você. Provavelmente com a mesma quantidade de amigas(os) que você. Com uma roupa proporcionalmente tão cara quanto a sua. Com escolaridade e classe social não muito distante das suas.

Então, vai chegar com cabeça baixa pra quê? Tá devendo alguma coisa para ela até esse momento? Passou uma venérea para alguma amiga dela? Então, CARA, chegue chegando, feliz, confiante, com cara de quem está na vida para conhecer alguém legal, mas sem desespero.

Ao contrário do que muitos pensam, nem precisa apelar para o ‘se você não me quiser, tem um monte de outras vadias para eu pegar’. Não, isso não é muito século XXI e é completamente desnecessário na hora de abordar. Tente apenas transmitir a sensação de ‘gostei de você, mas se você não gostar de mim, fique tranquila, não vou morrer por isso...nem um pouco’. Parece fácil, mas não é. Essa dicazinha demanda auto-estima, auto-confiança, assertividade e segurança na própria pele. E são essas as características mais desejáveis em um homem!! Saiba quem você é, antes de tentar saber quem é ela.

Boa sorte a todos(as)!!!

SE NÃO TRAUMATIZAR, NÃO VALE


Cá estava eu pensando com meus botões - depois de muito tempo sem dá-los atenção, devido à minha nova rotina insana de maternidade - a respeito daquilo que aprendi, agora que estou na iminência dos meus 30 e alguns anos.

É engraçado, todo mundo fala dessa mudança de cabeça, de maturidade e de perspectiva, que acontece, via de regra, na entrada e desenvolvimento dos trinta. Mas como tudo aquilo que nos disseram na adolescência e nos vinte, tendemos a ignorar como mais um conselho vazio de conteúdo e impossível de ser aplicado à nossa realidade - que as pessoas, simplesmente, não conseguem entender. 

Mas, tcharan!, a mudança, de fato, acontece. A idade traz sentimentos super contraditórios, mas que, surpreendemente, passam a atuar harmonicamente nas nossas vidas. Nunca pensei que adoraria acordar cedo para aproveitar o dia e que estaria desmaiando de sono às 9 da noite, como um dia pensei que apenas velhos faziam. E só agora que entrei nos trinta me acho jovem. Nunca pensei que fosse enxergar meu relacionamento com menos drama, menos decisões 'definitivas' - como aqueles términos absolutos de 24 horas - e com mais tolerância em relação aos defeitos do outro e de mim mesma.

Talvez essa maturidade seja puro cansaço. Depois dos trinta já passamos por um bocadinho de experiências válidas e de aprendizado. Então, nem gastamos mais nossa energia com aquelas situações onde é possível prever o resultado. Pra quê chorar a cada aniversário se a velhice vai chegar e pronto?

Agora, o que essa divagação tem a ver com o título do texto? Bom, é que pensando sobre esse assunto, reparei que aquilo que eu aprendi de verdade, aquilo que ficou realmente sedimentado na minha personalidade, foi fruto de experiências repetidamente falhas. 'Dar murro em ponta de faca' uma vez atrás da outra. Foi assim que aprendi. Com trauma!

Por que será que não aprendi sobre as diferenças reais das naturezas masculinas e femininas aos treze anos, quando o primeiro babaca me mostrou que o mundo é cruel e nada romântico?? Por que tive que passar por isso mais e mais vezes, até meus vinte e tantos anos, no mínimo, para, então, dentro do meu relacionamento mais longo continuar cometendo os mesmos erros, para somente agora, na casa dos 30, cansar de tentar mudar meu dito cujo, ou de brigar por tudo e qualquer coisa?

Por que será que tive que ser maltratada e traída por colegas de trabalho, a quem julguei serem 'amigos de verdade', até perceber que colegas de trabalho devem ser colegas de trabalho. Que por mais que você possa até compartilhar uma ou outra informação a respeito da sua vida fora do ambiente profissional, é sempre melhor deixar aquele espacinho individual, já que nunca se pode prever a reação louca, desmedida, e bandida daqueles que te dizem 'te adoro', ao mesmo tempo em que te veem como concorrência.

Por que será que tive que brigar tanto com a minha mãe, me revoltar tanto com o jeito dela, com seus conselhos, com sua intromissão e com sua negligência (da minha perspectiva), até entender que ela é simplesmente um ser humano que fez o que deu conta de fazer por mim e que, aliás, já foi muitão? Brigas, períodos de afastamento, ódio, para entender, finalmente, que a família jamais vai te preencher totalmente, e te fazer feliz do jeito que você quer.

Aliás, por que tanta terapia para entender  que quase nada vai acontecer do jeito que a gente quer. E que auto-estima não tem nada a ver com sucesso, com auto-imagem, e sim com um profundo respeito por mim mesma, no sentido de que eu sou feliz como posso, não necessariamente como eu quero, mas que isso é suficiente, sim. E nem preciso me achar bonita todo dia, de bem com a vida todo dia, prestativa todo dia, para achar que mereço proteção, carinho, saúde, e várias coisas boas que eu conseguir obter da vida.

Enfim, a ideia é entender por que só depois de muuuuuuuuuuuita luta, muuuuuuita quebrada de cara, muuuuuuuito murro em ponta de faca, e muuuuuuuuuuuuuita cicatrização é que conseguimos de verdade assentar esse conhecimento emocional nas nossas cabecinhas. 

Bom, talvez só eu seja assim tão lenta. Mas foi bom chegar até aqui de qualquer maneira.

Essa sou eu

Já experimentei a lágrima da solidão, a dor da decepção, a alegria da ilusão... Já conheci a felicidade e descobri que era mentira, já menti pra mim mesmo, só para esconder aquela lágrima teimosa que insistia em estar em meu rosto demonstrando toda a minha tristeza... Já fui feliz, mas descobri que desse sentimento eu era ainda um mero aprendiz... Não sou poeta, posso me basear em outras histórias para saber como descrever a minha, sou humana e tenho vontade de ser sempre melhor, e portanto, eu sempre erro, mas eu me corrijo e me aflijo quando não encontro nas pessoas o perdão... Esqueço... Fica pra trás... Amor para mim, é fazer feliz... Perdoar, seguir em frente, entregar sem medos, todos os meus sentimentos... Não temo a morte, um dia eu sei que ela virá e eu nada poderei fazer... O que eu posso fazer é viver! Viver bem! Sou quem conhece o arrependimento alheio... Eu avisei... Hoje eu não tenho nada com quem sente ódio injusto de mim... É problema dessas pessoas... Sei que posso fazer milhares de coisas e simplesmente elas não agradarem todos ao meu redor... Já passei dias tentando me matar... Passei noites tentando amar... Passei longos momentos, intensos instantes tentando mudar... Consegui! Um pouco ao menos... Já senti o frio de uma ou outra doença... Já senti o calor de alguém que dizia que iria pra sempre me amar... Depois senti o inverso, escrevi versos, chorei, fiz muito por muito pouco, consegui me libertar... Amores não são comuns, o que é comum é o verdadeiro jeito de amar, sei que toda pessoa que ama é capaz de mostrar realmente o amor, confiança, amizade, carinho, lealdade, fidelidade, paixão, carisma, eu poderia ficar citando muitas coisas importante, mas são coisas básicas de que todo ser humano necessita ter em sua vida quando se gosta de alguém. E como amores não são comuns, eu também, não sou comum... Eu sei buscar, lutar, implorar, ajoelhar, chorar. Já amei, sorri, chorei, perdi até o amor próprio... Mas em muito tempo estou reconstruindo esse meu amor próprio, não apenas com o amor, mas com suor, lágrimas, pra ele conseguir ter paredes fortes, janelas arejadas, onde a coragem de amar flui levemente sempre. Tenho certeza que sempre tentei fazer tudo por todo mundo que eu podia, fui educada. Na memória das pessoas em que passei na vida, ficarei. E acreditem, por mais que evitem, um bem jamais se apaga. E eu sei o que fiz! Você sabe o que diz! Pena que mente, não sente! Mas eu não posso me importar todos os dias com pessoas que realmente esqueceram o que é o amor e passaram a fazer coisas opostas ao que se diz respeito. Meu coração é forte, é capaz! Cada oportunidade que lhes foi dada será cobrada... Traição é um punhal que eu não quero na minha mão! Trair é mentir, enganar, não perdoar, mal desejar, ferir, desprezar, humilhar, julgar, condenar, destruir quem te ama... Para os fortes que moram em castelos de sentimentos, isso passa, esquece e cessa... Enfim, sei que um dia posso mudar e rever todos esses meus conceitos, mas até o momento essa sou eu que me conheço de tal maneira a me fazer continuar firme e forte, tentando sempre ser muito feliz. E sei que eu não consigo mudar apenas para te ver feliz, só faço as coisas pensando no melhor, para mim e para você(se você se mostrar merecedor da minha preocupação).

Para refletir...



A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas, em fazer por eles coisas honestas. O amigo certo conhece-se nos momentos incertos. (Cícero)



O Amor é a base, a essência e o fim da existência. Só por meio do amor é que conhecemos a nós mesmos e compreendemos o mundo e a vida. A gente só vive enquanto ama. (C.A.Helvetius)



É preciso querer ser feliz e contribuir para isso. Se ficarmos na posição do espectador impassível, deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, será a tristeza que entrará.(Alain)

É apenas com o coração que alguém pode ver corretamente; o essencial é invisível para o olho.(A.Saint Exupéry)



O amor não consiste em fitar um ao outro, mas em olhar juntos na mesma direção. (A.Saint Exupéry)



O verdadeiro amor liberta, deixa ir e continua a querer bem”

Bom dia e Boa noite!!

Ame com amor

Encontre nos seus sentimentos a sua alegria...
Não procure nos valores materiais a sua tristeza.
Ame... Ame com amor
e jamais com interesse...
O carro é frio e insensível...
As roupas bonitas e coloridas
não representam nenhuma emoção...
O físico forte é atraente mas, às vezes, decepcionante...
Sim, tudo é belo, mas nada é real a não ser que você...
Ame... Ame com amor,
Pois vivemos em função desse sentimento tão nobre...
Aquilo que é material degenera e enferruja...
O dinheiro maltrata e mata...
As casas e prédios o tempo consome...
As roupas saem da moda... O corpo apodrece...
O mundo acaba... Mas o amor fica!
Ame... Ame com Amor...
Não pense naquilo que você pode ganhar,
Mas no amor que você vai sentir.
Ame... Ame com amor,
E jamais finja que o sente sem realmente senti-lo...
Ame... Ame sem carro, sem moto,
Pois o que vale é o coração...
Ame... Mas jamais esqueça:
AME COM AMOR

Somos responsáveis pela nossa felicidade

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.

Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A razão de ser da sua vida é você mesmo.

A sua paz interior deve ser a sua meta de vida; quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de si.

Pare de procurar a sua felicidade cada dia mais longe.

Não tenha objetivos longe demais das suas mãos, abrace aqueles que estão ao seu alcance hoje.

Se está desesperado devido a problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque no seu interior a resposta para se acalmar, você é reflexo do que pensa diariamente.

Pare de pensar mal de si mesmo, e seja o seu próprio melhor amigo, sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso de aprovação para o mundo, que tem o melhor para lhe oferecer.

Com um sorriso, as pessoas terão melhor impressão sua, e você estará afirmando para si mesmo, que está "pronto"para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar que a felicidade chegue sem trabalho.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.

Agradeça tudo aquilo que está na sua vida, neste momento, incluindo nessa gratidão, a dor.
A nossa compreensão do universo ainda é muito pequena, para julgarmos o que quer que seja na nossa vida.

A alegria de Deus

"Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria...
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos...
Essa... a alegria que ele quer"

BONS AMIGOS


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

A Alegria na Tristeza

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Dicas para a felicidade

- Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.  
Dalai Lama

Frases sobre Alegria

“O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior.” Alfred Montapert

O segundo sintoma da morte de nossos sonhos são as nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios no pouco que pedimos da existência. E não percebemos a imensa Alegria que está no coração de quem está lutando.” Autor Desconhecido

“Se exagerássemos em nossas alegrias como fazemos em nossas perdas, nossos problemas perderiam toda sua importância.” Autor Desconhecido
 
“Uma alegria compartilhada transforma-se numa dupla alegria; uma tristeza compartilhada transforma-se em meia tristeza.” Autor Desconhecido

Círculo vicioso

Há nas nossas escolas um problema crônico: o da falta de disciplina.
É frequente que os alunos não se sintam bem dentro das salas de aula. Que não tenham o comportamento adequado a esses locais. Que, inquietos ou turbulentos, não permitam o ambiente de sossego necessário à aprendizagem dos colegas.
Existe uma causa que pode justificar o mau ambiente dentro das salas de aula. É que elas não são, nem podem ser, um oásis no meio do ambiente mais vasto que as rodeia: o pátio da escola, as famílias, a localidade, o país, o mundo. O mundo está cheio de guerras e crimes, as famílias estão desunidas ou quebradas, as televisões transmitem constantemente violência e pornografia.
Existe ainda outra causa, essa mais natural e compreensível: os jovens não foram feitos para estarem sentados em sossego durante largos minutos, escutando discursos muitas vezes aborrecidos. Sentem-se melhor correndo, brincando, convivendo. E lá vão tentando que as aulas se transformem em lugar de convivência, de brincadeira ou... de corrida.
Um professor pouco pode fazer para modificar isto.
Mas deve lembrar-se de que se o ambiente exterior influencia o ambiente da aula, também é certo que o ambiente da aula pode influenciar - e de fato influencia - o ambiente exterior.
As aulas não correm bem porque as coisas no mundo correm mal, mas as coisas no mundo correm mal  porque as aulas não correm bem.
O professor tem nas mãos, de algum modo, as chaves que podem contribuir para quebrar este círculo vicioso. São os homens os agentes de quase tudo o que no mundo corre mal, mas a educação desses homens passa, em parte, pela escola. Reside nos professores uma das grandes esperanças da humanidade.
Pede-se ao professor que seja educador, que não se limite a transmitir - melhor ou pior - os conteúdos da sua disciplina. Que atue positivamente nos seus alunos, nas famílias, no mundo.
Pede-se ao professor que, primeiro, seja exigente consigo mesmo. Que se esforce por ser uma pessoa melhor, que dê melhor as suas aulas. São do Diário de Sebastião da Gama as palavras seguintes:  «Lembro agora a primeira vez que, em Setúbal, a meio do ano, me julguei forçado a pôr fora da aula um aluno: fiquei tão doente que parti o giz que tinha nas mãos e já não fui capaz de continuar a aula. Esse desgosto era sobretudo um desgosto de coração. O de hoje é diferente: o Fosco saiu, porque fez barulho - e fez barulho, porque a aula lhe não interessou - e não lhe interessou "talvez", porque ela não tinha interesse nenhum - e quem devia ir para a rua era eu».
Desta exigência do professor consigo mesmo, da sua intenção educativa, do nível de seriedade profissional que dá às suas aulas nasce inevitavelmente qualquer coisa que é semelhante a... um oásis. Um aqui, outro além... até que inundem o mundo.

Divirtam-se!

A experiência é uma coisa muito interessante. É servindo-nos dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cómoda e segura, livre de problemas.
Uma maçada, no fundo…
Felizmente, a natureza possui aspectos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura.
Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte. Assim, terminada a infância, aquilo que nela aprendemos de pouco nos vem a servir na adolescência, pois ali tudo se torna novo e estranho.
Na maturidade tudo se transforma mais uma vez. São outras as cores daquilo que nos rodeia, os desafios são diferentes; temos novas capacidades, que estreamos como quem utiliza um brinquedo novo.
Depois, caem as folhas, arrefece o sangue e tudo é de novo estranho. Mas de uma estranheza diferente, desconhecida.
E envelhecer é outra aventura. Quando lá chegamos não fazemos ideia do que nos espera.
E a morte… Como ter experiência da morte? Se nas fases anteriores ainda nos podemos socorrer da experiência de outras pessoas, neste caso ninguém nos pode ajudar. A morte é a grande e definitiva aventura.
Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como meninos.
A falta de memória também contribui para tornar esta nossa vida mais divertida. Como os pais já não se lembram muito bem de como eram quando eram crianças, educar os filhos transforma-se numa emocionante aventura, cheia de novidades diárias.
A vida, na sua magnífica diversidade, vai-nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta…
Estas limitações da experiência forçam-nos a crescer continuamente; mantêm-nos tensos, esforçados. Permitem-nos ter constantemente objectivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida fê-lo de forma a que ele tivesse sempre interesse. Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente – como nos jogos electrónicos…
Não somos poupados a sofrimentos, mas é-nos dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue.
No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos. Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande.
Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer instalar-se em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. Mas “evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada”. Quem disse isto foi Helen Keller, a menina cega, surda e muda que veio a ser pedagoga e escritora.
A mediocridade tira toda a graça e todo o sal ao tempo que passamos aqui.
(Paulo Geraldo)

OBSERVANDO ANJOS


Observar anjos sempre foi meu passatempo predileto. Basta ter olhos preparados, um coração aberto e uma alma alegre para ser um bom observador de anjos. Você tem que estar preparado para rápidas surpresas, uma explosão de encanto e para se encher de amor quando o fizer. Os anjos adoram pegá-lo desprevenido e lhe encher com maravilhas, admiração e felicidade.

Os anjos de que falo não têm auréolas, mantos e asas como os que você vê em pinturas nas galerias de arte. Os anjos de que falo são aqueles que se escondem por trás de rostos humanos e roupas comuns.

Os anjos de que falo são aqueles que se disfarçam como um de nós e vão por aí compartilhando amor, espalhando alegria, aquecendo corações e edificando almas.

Os anjos de que falo são aqueles que pegam um pedacinho do céu e trazem para a Terra de modo que o resto de nós possamos ver o quão maravilhosa esta vida pode ser.

Nem sempre é fácil notar estes anjos, mas quando você se torna um observador de anjos por tanto tempo quanto eu, começar a perceber os sinais que distribuem. Os olhos que brilham com muita luz e amor são o primeiro sinal. O sorriso contagiante é outro belo sinal.

Os anjos podem sempre reproduzir a alegria e o amor de Deus quando sorriem. O desejo de ajudar aos outros é talvez o maior sinal de todos.

Tendem a aparecer mais em momentos de grande necessidade. Quando uma das tempestades da vida causaram muitos estragos, eu vi muitos anjos lá fora, ajudando, doando e cuidando mais do que eu acreditava ser possível.

Mantenha os seus olhos abertos, então. Os anjos estão por toda parte. Aliás, se você olhar o suficientemente perto, poderá ver um na próxima vez que você olhar no espelho.

Quando você entende alguém... verdadeiramente entende alguém... você pode não só ajudar mas pode amá-lo.
Portanto... qualquer um em sua vida... qualquer um... pelo qual você sinta menos do que amor... você ainda não o entendeu.