20 de janeiro de 2011

A esquizofrenia nossa de cada dia


Esta semana terminei de ler um livro muito interessante chamado “MetaManagement: o sucesso além do sucesso” de Fred Kofman. 

Dentre tantos pontos de vista inovadores, um deles me chamou a atenção: a esquizofrenia organizacional. 

É impressionante como é poderosa nossa capacidade de nos adaptar a situações onde chegamos a beira da esquizofrenia em nossa vida pessoal e profissional.

Você conhece alguma empresa que tenha o discurso moralmente correto de seus gestores, mas na prática a coisa é bem diferente?

Kofman cita alguns exemplos bem interessantes do mundo corporativo:
  • Faça seu supervisor pensar que você não tem problemas, mesmo se os tiver;
  • Assuma riscos, mas não erre;
  • Mantenha os outros informados, mas oculte os erros;
  • Diga a verdade, mas não traga más notícias;
  • Trabalhe em equipe, mas lembre-se que o que realmente conta é seu desempenho individual;
  • Expresse suas idéias com autonomia, mas não contradiga seus superiores;
  • Seja criativo, mas não altere os procedimentos tradicionais;
  • Prometa somente o que possa cumprir, mas nunca diga “não” aos pedidos do seu superior;
  • Faça perguntas, mas nunca admita ignorância;
  • Pense no sistema global, mas só se preocupe com os resultados da sua área;
  • Pense a longo prazo, mas só se preocupe com a obtenção de resultados imediatos;
  • E a principal: aja como nenhuma dessas regras existisse! 
Isto explica muito sobre a nota divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alegando que depressão, ansiedade e transtornos mentais serão as doenças mais comuns no mundo nos próximos 20 anos, afetando mais que outros problemas de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

A melhor saída para mudarmos nossa realidade pessoal é avaliar as crenças que sustentamos sobre nós mesmos (autocrítica), relacionamentos, trabalho, dinheiro, saúde, família etc e identificarmos o que está criando comportamentos desalinhados. 

Esta falta de alinhamento entre nossas palavras e ações é a causa primeira do sofrimento individual. Perceber isto é um passo importante em nosso processo de mudança!

“Um homem enxerga no mundo o que ele carrega no coração” .:.  Goethe

Em todo beco sem saída existe uma passagem secreta!




Você sabe reconhecer a diferença entre “ouvir um canto de sereia para abandonar um sonho” e “fazer um desvio para ganhar fôlego”? Como saber quando ser flexível para reconhecer oportunidades e quando manter o foco em um só objetivo e lutar até o fim?
Tudo começa quando você se questiona sobre as escolhas que tem feito na vida e inicia uma exploração para descobrir “o que você realmente quer”. Neste processo, naturalmente, você pára de seguir os sonhos de outras pessoas e começa a explorar sua própria consciência em busca das suas respostas.
O próximo passo é explorar e descobrir que valores estão embasando esta nova meta (p.ex. felicidade, prosperidade, segurança, liberdade, reconhecimento, paz, serviço ao outro etc.) para começar a sua maravilhosa jornada. Não basta só atingir a meta: além de curtir a jornada, você tem que ser feliz quando chegar lá!
Em seguida você precisa aprender a montar um planejamento para alinhar sua vida pessoal e profissional com este novo objetivo e começar a agir em direção a ele. Pequenas ações todos os dias fazem o trem da sua vida começar uma curva suave em direção da meta que você quer atingir. É um trajeto gostoso, com muitos sonhos e desafios e uma emoção permanente a cada escolha.
Apenas tome cuidado com escolhas que façam curvas acentuadas! Investigue, aprofunde, perceba o impacto nas várias áreas da sua vida, nos seus valores. Uma curva de 90 graus pode descarrilar o seu trem!
Ao longo da jornada você poderá fazer escolhas que te levem, aparentemente, a becos sem saída. Estas são oportunidades que podem ser interpretadas, basicamente, com dois pontos de vista: o da vítima ou do protagonista.
O ponto de vista da vítima é o caminho das justificativas: você provavelmente vai sentir uma sensação de fracasso, vai tentar culpar alguém e sentir raiva por estar nesta situação. A raiva cria uma falsa sensação de alívio, mas com o passar do tempo, só resulta em mágoas e ressentimentos. Você se sente impotente para fazer as mudanças que precisa para colocar sua vida de volta nos trilhos.
O ponto de vista do protagonista é onde você aprende e supera o desafio. É o momento de se fazer as seguintes perguntas:
  1. O que eu posso aprender com isso? Esta exploração vai te ajudar a reduzir as chances que esta situação se repita.
  2. Que recursos eu deixei de utilizar? É hora de ser honesto consigo mesmo(a) e saber quanto da sua capacidade de trabalho, relacionamentos, aprendizagem, tempo etc. você realmente investiu. No que você pode melhorar?
  3. Que pistas eu ignorei? Aqui você pode descobrir sensações, crenças, padrões, hábitos e atitudes que podem estar sabotando seu comprometimento pessoal. Estar alerta é fundamental!
Se você optar por explorar estas situações em busca de aprendizado, responsabilidade pessoal e flexibilidade, além de reduzir as chances que elas se repitam, você certamente encontrará uma saída. Acredite: quando você assume responsabilidade por suas escolhas, em todo beco sem saída existe uma passagem secreta!

Forte abraço e ótima semana a todos!

Onde está você?


Onde está você que entrou em minha vida mansamente sem pedir licença...
Que tomou conta do meu coração e dominou todos os meus sentimentos?
Onde está você... Que romanticamente cativou a minha alma... E acendeu meus olhos para um caminho diferente?
Onde estão tuas palavras que um dia doce conquistaram cada parte de mim... E me puseram a sonhar com teu rosto... Fantasiando o futuro com você ao meu lado?
Há tantas interrogações... Meu coração... Indaga sobre tua presença... E convive com silêncio da solidão de tua ausência...
Cadê o conto de fadas, a música de amor que embalou nossos desejos... E nos transformou com a magia da paixão em apenas um?
Hoje cada fase do meu sonho revela o abandono... A carência... Teus passos se afastaram de mim... Escureceram meu mundo... Com a solidão de dias sem cor...
Todas as coisas... Tornaram-se inexistentes desde o dia em que você se foi...
Tento rascunhar uma nova vida para mim...
Apagando qualquer lembrança do passado...
Mas meus pensamentos fogem de mim e me levam até você...
Perdida neste passado te encontro com os meus olhos cheios de lágrimas porque tento te tocar e não consigo porque tua imagem é como o ar que não se pode tocar... Mas apenas sentir... E eu te sinto em toda parte... Mesmo sem te ter aqui...
Os dias amanhecem tristes e minha mente obedece ao meu coração que te procura entre tantas perguntas... Porque sente tua falta... Sente saudade...
Então cadê você... Onde está você agora além de estar aqui dentro de mim???
Onde está aquele que balançou meus sentimentos e me condenou a não amar mais ninguém...
Onde está você que mesmo com o passar do tempo... Ainda se mantém bem vivo em mim. E que mesmo no vazio de tua ausência ainda faz parte de mim!!!

16 de janeiro de 2011

Saudade

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida." Clarice Lispector

14 de janeiro de 2011

Ser Professor

Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou... Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original... Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender... Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado. Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo". Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...
(Foto: Meus alunos da Escola Estadual Professor Alcides Fernandes de Assunção - Ferros/MG)

APROVEITAR OS MOMENTOS

Vê pelo lado positivo a contrariedade, o engarrafamento monstruoso, a espera no hospital, a solução que não vem, a promoção que tarda e tudo o mais que te contraria.

Nesses instantes, que gostarias que fossem diferentes, está o que te testa e mede, e, em vista disso, o que te amadurece a personalidade e mostra como ser feliz, mesmo nos contratempos.

Assim, quando te embaraçarem ou provocarem, consulta o teu íntimo e observa que quanto suportas mais aprendes, que quanto mais te controlas mais forte és, e que quanto mais compreendes mais te alegras.

Engrandece-te com os acontecimentos. Melhor é a vida de quem aprende a viver.

9 de janeiro de 2011

"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.
Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há  necessidade de pedi-lo.

Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade". Osho

8 de janeiro de 2011


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.Se sentir saudades, mate-a.Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!
 
Fernando Pessoa

Curativos para um coração partido


 
"Hoje, acordei sentindo uma grande dor no peito”;
Sentei-me ao pé da cama,coloquei minha mão sobre meu peito,e perguntei ao meu coração:
O que você tem? Porque está tão inquieto dentro de mim? Você está doente?
Fiquei uns minutos em silêncio e aí foi minha alma a começar a ficar inquieta...
Perguntei a ela...
O que tens? Porque se atormenta dentro de mim?
Minha alma disse:
Estou assim porque você está assim; Você me faz perguntas, mas não tenho as respostas
e sei que isso a faz infeliz...
Você se sente tão pequena, e isso me faz pequena também...
Você queria ser diferente e eu fico triste por você...
Você está tão só, e eu me sinto sem você...
Mais uma vez tornei a ficar em silêncio...
E foi aí que meu coração meio confuso me respondeu...
Estou tão triste...Sinto-me tão pequeno...
Estou magoado com você!
Fiquei sem jeito e perguntei...
O que foi que eu te fiz?
Ele respondeu...
Você sofre tanto com as pessoas; preocupa-se com elas, é atenciosa, procura ser prestativa e na maioria das vezes sempre se decepciona...
Você ama e depois sofre e fala que a culpa é minha...
Você espera por algo que não vem e fica triste...
Aí você chora e dói em mim...
Preciso de curativos para um coração partido...
Curativos bons.
Perguntei ao meu coração;
Como assim bons?
Ele respondeu...
Curativos que estanquem essa sua tristeza, essa sua mágoa, essa sua solidão...
Que estejam com você nos dias frios e nas noites vazias, nos dias de tempestade
e nas horas que você se sentir tão só...
Que eles sejam tão grandes que possam envolver seu corpo em um abraço cheio de ternura e que você se sinta segura e amparada...
Curativos que te façam sentir o quanto você é especial e amada, mesmo que você nunca tenha sentido esse amor, nem de seus próprios pais...
Preciso de bons curativos, que não sejam eternos, afinal nada é para sempre, mas, que não sejam descartáveis...
Curativos que absorvam esse sofrimento, essa dor...
Essa ferida que não se vê, apenas se sente...
Que sejam fortes, e aprova d’água, para que não se estraguem com suas lágrimas, que sejam macios, para poder te fazer carinho
nos dias em que você se sentir carente...
Curativos que acima de tudo nunca a decepcione, prometendo coisas que não cumprem...
Curativos companheiros e sinceros, que se importem realmente com você...
Não quero pena, quero amor...
Amor de verdade.
Preciso que você também se ame e prometa
que vai procurar cuidar mais de mim, sou parte de você e se você sofre eu também sofro...
Queria poder colocar você dentro de mim,
secar suas lágrimas ninar você...
Dizer-te que tudo vai passar e te proteger das decepções da sua vida, afinal você já sofreu tanto que não sei como ainda consigo bater forte em seu peito...
Você é especial...
Pena...
Ninguém perceber isso!

7 de janeiro de 2011

O Sol e a Lua


Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.

Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final ... o brilho !

Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados.

Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.

A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado,ela foi se tornando solitária. 

O Sol por sua vez havia ganho um título de nobreza "ASTRO REI" , mas isso também não o fez feliz.

Deus então chamou-os e explicou-lhes : - Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.

Você Lua, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados e será diversas vezes motivo de poesias.

Quanto a você Sol, sustentará esse título porque será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecerá calor para o ser humano e a sua simples presença fará as pessoas mais felizes.

A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio ... já o Sol ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus.

No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele :- Senhor, ajude a Lua por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão... 

E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.

Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem. 

Hoje eles vivem assim .. separados, o Sol finge que é feliz , a Lua não consegue esconder que é triste. 

O Sol ainda esquenta de paixão pela Lua e ela ainda vive na escuridão da saudade.

Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso ... porque ela é mulher, e uma mulher tem fases. 

Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca. 

Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. 

Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim. 

Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da Lua e do Sol ... e foi aí então que ele criou o eclipse!

Hoje o Sol e a Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. 

Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse. 

Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor.


Por que os amores se perdem



O mais difícil de entender quando os amores acabam, são os porquês.
Porque duas pessoas que se encontraram e se encantaram, viveram um amor que parecia indestrutível, se separam?
Por quê o amor geralmente acaba de um lado só e é o outro que fica chorando e querendo entender as razões? 
Costumo comparar casais a chave e fechadura. 
Nem toda chave abre todas as portas e é necessário encontrar aquela exata que vai se encaixar perfeitamente e tudo será possível.
Amores deveriam ser eternos, mas nem sempre são.
Mas a gente acredita que cada vez que alguém toca nosso coração e entra, que é definitivo.
Um casal que se apaixona de início, sem que um tenha tido o tempo de desnudar o outro nas suas verdades, acredita nessa chama e até briga por ela muitas vezes.
E cria-se sonhos, planeja-se o futuro… 
Enquanto isso os dias vão passando, toma-se menos cuidado em manter a magia e a parte dos dois que é mais sonhadora começa a sentir-se incomodada. 
Dá medo. Medo de ter que olhar bem nos olhos da realidade e dizer: acabou!
Medo de ter que se confessar a si próprio que ainda não foi aquela vez! 
Medo da solidão, de ter que recomeçar… 
Não são as decepções que matam o amor. 
Se assim fosse, não existiriam perdões e reconciliações. 
O que mata o amor é simplesmente a tomada de consciência de que o outro não é o ser sonhado. 
É como acordar depois de um longo sono e lindos sonhos. O outro está ali, é a mesma pessoa, mas aquela neblina que dava a impressão de irrealidade já não mais existe. 
E isso não acontece da noite para o dia, como se costuma pensar.
É algo que vem com os dias, os hábitos, as monotonias.
Um percebe, o outro não. 
Um começa a se sentir angustiado e o outro continua acreditando ou finge que acredita. 
E quando a gota que faz transbordar o vaso chega é o mundo todo que desmorona. 
Porém, tudo não fica definitivamente perdido. 
Sobra de um lado a dor, e os porquês, um resto de amor que teima em ficar no fundo como o vinho envelhecido na garrafa e do outro o coração dividido por não poder reparar erros cometidos e a vontade de continuar em busca de outros horizontes. 
Sobra para os dois a ternura e a lembrança dos momentos passados juntos.
Por que corta-se relacionamentos, mas não se apaga momentos, mesmo que a gente queira. 
Vivido é vivido, feliz ou infelizmente. 
Inútil é querer resgatar um amor que resolveu partir pra outras direções. 
Quanto mais apega-se, mais ele se afasta.
E quanto mais se afasta, mais dói no outro a incompreensão. 
É uma roda da qual é difícil de sair. 
E é uma pena, pois os corações não merecem isso.
Quando a questão é amor, não existe justo ou injusto. 
Existe o que ama, e o que não ama mais. 
Precisamos aceitar que o outro não tenha os mesmos sentimentos, mesmo se isso nos faz mal, por que se o amor não for livre para se instalar onde realmente deseja, ele perde toda a razão de ser.



6 de janeiro de 2011

Corações distantes



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:


“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”


“Gritamos porque perdemos a calma” disse um deles.

“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?” Questionou novamente o pensador.

“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar: “Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.


Então ele esclareceu:

“Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando 

duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância 

precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais 

forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que 

sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? 

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão 

próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não 

necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que 

acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.”

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os 

distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o 

caminho de volta".


Meher Baba


A Mulher e Seus Climas



A mulher não é ela.
É o clima dela.

Melhor do que perfumes é o cheirinho
 de banho recente que se descobre no cabelo
 e na nuca ou de capim cheiroso espalhado no armário e herdado pela blusa ou camisola. 
Nada de voz aguda.
 Um tom de médio para grave é preferível.
Uma gota de rouquidão incentiva.
Nada de perfeições! Nem de corpo, nem de inteligência e espírito. Só de caráter.
Mulher mau caráter é tão raro quanto repulsivo.
O importante é mesmo ter algo de errado
 no corpo ou no rosto, atraentes.
Certos pequenos erros acentuam traços
 ou detalhes que, isolados, crescem
 muito e ganham o todo.

O lábio um pouco mais grosso,
 seios com bicos estrábicos,
 alguma penugem de que ela não goste mas necessária, o nariz um pouco maior
 do que ela desejaria,
 tudo isso aquece a atração.

Carinho tem hora. Não hora marcada,
 mas hora adivinhada.
Carinho fora de hora, eriça.
Olhar de uma tristeza tão antiga quanto
 encarnações é forte fator de atração.
Lágrimas a postos. Sempre.
Por favor, nenhuma bronca com barriguinha ou descuido nosso.
Nada de exigências ascéticas, dietéticas, apologéticas ou ideológicas.


Mulher que atrai e mantém o seu homem
 é a que gosta mais de alguns defeitos dele
 do que de uma perfeição idealizada
 ou basbaque certinho demais.
Mas honradez ele deve ter.
Mulher deve falar como quem insinua
 em vez de ordenar.
Pedir como quem ajuda; saber esperar.
E não pode ficar falando "eu acho" toda hora,
 nem descuidar-se das unhas dos pés.
Pudor é essencial.
Mas um pudor velado,
 revelado apenas na linguagem sutil
 mas eloqüente de seu corpo,
 no modo de se encolher na cadeira
 ou cruzar os pés.
Rebolados, só os muito suaves e discretos.
 Mas evidentes.
Ser friorenta é indispensável.
Se for possível preferir o silêncio
 - entre reclamar e reivindicar,
 salvo quanto tenha muita razão - melhor ainda.
Se não for assim, que venha a bronca,
 mas com mansidão.
E depois não permaneça a resmungar. 


Que goste de eventuais e raros pilequinhos,
 jamais de alcoolismo.
Que ame beijar.
Aprecie e valorize gentileza e adore
 ser deixada cruzar a porta na frente.
Pisar firme, mas leve.
Mulher não deve chegar, deve aparecer.
Não deve entrar, deve aproximar-se.
Não deve mastigar, deve diluir.
Não deve engolir, deve sorver.
E por favor, cuspir, jamais.
Só no consultório dentário...

Ar de brincadeira antes de amar é receita infalível.
E dormir o mais encolhidinha possível e depois acordar solta, confiante no sono.
Em viagens é essencial cuidar da gente.
E guardar sempre uma surpresa
 para ser dada de repente.
Sim, ser bela nada tem com ser bonita.
É muito mais.
Porque a mulher não é apenas ela.
É também o clima dela. 


                                                        Arthur da Távola

PRINCÍPIO DO VÁCUO



Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?

Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
...
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?

E dentro de você? Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?

Não faça isso.

É antiprosperidade.

É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.

É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.

É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.

Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.

Os bens precisam circular.

Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.

Dê o que você não usa mais.

Venda, troque, movimente e não acumule.

Dê espaço para o novo.

Não estamos falando do capitalismo/ consumismo, mas até mesmo aquele namoro que não ata nem desata.

A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.

Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.

Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.

É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades.

Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:

* primeira, você não confia no amanhã e,

* segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.

O princípio de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil liquidificador.

Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida gerando entraves ao sucesso e à prosperidade.

O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.

Emocionalmente, também.

Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto doado.

Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda.

Arejar espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme!

Vamos lá... Mãos à obra!!

Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!

22 de dezembro de 2010

Feliz Natal

 A árvore começa a ser montada, as luzes vão chegando e mais um Natal se aproxima. A atmosfera vai se modificando e começam a surgir as reflexões íntimas. Sim, Natal é tempo de reflexões, de analisar a própria vida. Alegrias e tristezas vão se misturando.Para muitos, resta aquela saudade dos risos e festas de outrora. Para outros, é o momento exato de celebrar a vida e as conquistas obtidas. Mas acima de tudo, Natal é tempo de nos recordarmos do Mestre, que nasceu numa manjedoura, trilhou os caminhos da humildade e deixou um legado de amor. Mestre que nunca julgou e sempre manteve o olhar fraterno. Que foi perseguido e humilhado, mas mesmo assim, jamais perdeu sua serenidade. E que nos deixou a Sua paz. Natal é tempo de nos voltarmos para o nosso interior e encontra a paz que o Mestre nos deixou, porque ela habita em nosso ser.  E ao encontrarmos essa paz, encontraremos também a imensa força que trazemos em nosso íntimo.Força essa que nos fará lembrar que Natal é tempo de renascimento. De descobrirmos que a esperança ainda está viva e pulsa dentro de cada um de nós. De que novos horizontes são possíveis de serem atingidos, desde que busquemos por ele, confiantes de que não estaremos sozinhos nessa procura. Natal é tempo de renovarmos nossos ideais, perseverarmos pelo caminho e termos fé que a vida pode sim, nos trazer grandes alegrias. É preciso que valorizemos as flores que iremos encontrar no caminho, compreendendo que os espinhos sempre ficam para trás. Que acreditemos intensamente que toda e qualquer tempestade sempre termina e que o sol volta a brilhar, nos trazendo uma nova alvorada. Que as dores irão acompanhar a nossa evolução espiritual, mas as feridas cicatrizarão, portanto, devemos prosseguir. Natal é nascimento de novas alegrias, de deixarmos para trás os sentimentos nocivos que apenas corroem nosso espírito. Natal é tempo de festa, porém de uma festa espiritual, de recebermos todo o Amor do Mestre Jesus e comemorarmos o seu nascimento, sentindo a Sua presença em todos os instantes da nossa vida. Porque Ele está sempre conosco. Então, Natal é Vida, Renovação, Amor, Fé, Perseverança, Coragem e Confiança de que ainda há muito a ser feito e que Jesus caminha conosco, iluminando os nossos caminhos com Sua Luz. Luz essa, que faz do Natal, uma data de renascimento espiritual. Que possamos, sintonizados com o Mestre, renascer a cada dia e continuarmos nossa caminhada rumo à evolução espiritual, confiantes, porque não nos faltará proteção. Feliz Natal com Alegria, Saúde e Paz.

20 de dezembro de 2010

REMOVA A SUA PEDRA


 
“Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11, 39-40).
 
Uma das primeiras ações das pessoas diante de problemas de difíceis soluções, é só enxergar obstáculos. Foi o que Marta enxergou: “Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias”. Para ela, de nada adiantaria remover a pedra da entrada do túmulo de seu irmão Lázaro.
 
Fazer Lázaro voltar à vida era uma tarefa impossível aos homens, mas possível a Deus. Remover a pedra, porém, era uma tarefa que os homens poderiam fazer. E Jesus deixou esse trabalho a cargo deles.
 
Um milagre requer uma parceria entre Deus e o homem. O homem entra com a fé; Deus entra com a ação sobrenatural. Se o homem não entra com sua parte, a fé, o milagre não vem, pois “sem fé” é impossível “agradar a Deus”. É óbvio que Deus pode fazer tudo sozinho, mas agrada ao Criador a fé nele depositada pelo homem. Por isso a Bíblia diz: “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37,4).
 
O Evangelho de Mateus (13,58) registra que Jesus deixou de fazer milagres em Nazaré devido à incredulidade das pessoas. Uma coisa é a fé teórica; outra coisa é a fé provada, vivenciada. É a maravilhosa experiência da relação homem/Deus nos momentos mais difíceis da vida.
 
Há vezes em que, diante de uma tribulação, de um problema de difícil solução, sentimo-nos desanimados, abatidos e não temos disposição para remover a pedra que impede nosso acesso à solução dos problemas; só pensamos no “mau cheiro” dos problemas.
 
Mas Deus, que é maior que todos os problemas, nos diz: “Tirai a pedra”. Se nós não removermos a pedra da nossa incredulidade, se não exercermos, de fato, a nossa fé, perderemos a oportunidade de dizer, como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42,5).
 
Você está passando por alguma situação difícil? Esse problema já é de “quatro dias” e já “cheira mal”? Já recorreu a Deus e a resposta ainda não chegou? Continue confiando. Ele sabe o tempo de lhe dar a bênção.
 
Não desanime. Remover a pedra significa fazer a sua parte para a solução do problema. Exerça a sua fé, mas Ele espera que você faça sua parte, sem o que, você não verá a glória de Deus.
 
Era impossível a Naamã mergulhar no rio sete vezes para ficar curado da lepra? Não. Era impossível aos discípulos lançarem a rede outra vez ao mar para terem sucesso na pescaria? Não. Era impossível aos apóstolos recolherem cinco pães e dois peixes para que Jesus os multiplicasse e alimentasse a multidão? Não. Era impossível aos serventes nas bodas de Caná da Galiléia encherem as talhas com água para que Jesus a transformasse em vinho? Não.
 
Queremos ver milagres em nossa vida? Não duvidemos das promessas de Deus. Se diante de um problema Ele nos mandar remover a pedra que serve de obstáculo à solução esperada, obedeçamos.
 
Deus sabe até onde vai a nossa capacidade de lutar, e não deixará que carreguemos fardos superiores à nossa força. Ele não espera o impossível de nós, e sabe o tempo certo de agir em nosso favor.
 
Então, quando diante de um problema sentires que, realmente, nada podes fazer, e que se esgotou toda tua capacidade física, mental, emocional, espiritual...
 
... lembra-te que Deus é maior que todos os problemas, e que ainda te resta a fé.
 
Disse Jesus: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16,33). “Tudo o que pedirdes em oração, crede que o tendes recebido, e vos será dado” (Mc 11,23-24).
 
 

19 de dezembro de 2010

CARMAS AMOROSOS



Em um dos meus tranqüilos e pacatos dias, uma idéia caiu como um raio na minha cabeça. Pensando em meus relacionamentos passados, nas vezes em que fui chutada, nas vezes em que chutei, nas vezes em que sofri e nas vezes em que fiz sofrer, me veio a repentina noção de que cada relacionamento poderia ter servido a um propósito, ou ainda melhor, a um carma específico.
Levando em conta que a frase de efeito da minha mãe que eu nunca esqueço é “aqui se faz, aqui se paga”, posso dizer que a maioria das mulheres que eu conheço já teve a oportunidade de humilhar e rejeitar um cara que, anos ou mesmo meses antes, havia feito exatamente o mesmo com elas. Depois de todo o sofrimento, depois de toda a espera, quando ele lhe quis, você já não queria mais e, assim, pôde juntar uma certa frieza, uma certa ironia e uma certa amargura que só uma mulher rejeitada consegue acumular, e jogar, com toda a classe, é claro, na cara daquele que percebeu, tarde demais, o tanto que você é maravilhosa.
Este é um exemplo perfeito do carma amoroso masculino. Ele foi frio, ausente e indisponível com você. Ele fez joguinhos, te manipulou, te seduziu e te largou. Aí, mais tarde, ele teve que experimentar do próprio veneno, da própria tática e assumir as conseqüências das suas ações anteriores. ISSO, MINHA FILHA, É QUE É CARMA. E quando o carma é pro lado deles, é uma maravilha! Você pode até ter chorado infinitas lágrimas por ele. Você pode até se lembrar de outros homens que dispensou porque só pensava nele. Mas na hora em que uma mulher resolve pisar, ela pisa de verdade. E a sensação de poder, de liberdade e de poder, de novo, porque poder é muito bom, é I-NE-NAR-RÁ-VEL! Praticamente qualquer mulher que consiga uma saída por cima dessas, se sente com a beleza de uma Angelina (pré-gravidez) combinada com a força neurótica e descontrolada de uma Margareth Thatcher.
Mas os homens não são os únicos que carregam carmas amorosos. Aliás, a maioria dos galinhas mais incorrigíveis culpa uma adolescente gostosinha por tê-los largado na rua da amargura, fazendo com que os mesmos nunca mais queiram se arriscar num relacionamento de novo. É. Algumas mulheres sofrem, porque já estão cumprindo seu carma.
Pode até fazer uma retrospectiva mental de todos os contatos com o sexo oposto ao longo de sua vida. Aí, me diz: qual foi a mulher que nunca rejeitou um nerd por vergonha de ser excluída; um pirralho por medo de se sentir velha; um feio por medo de gostar dele de verdade e um vaidoso porque ele se vestia melhor que você e, nesse caso, você provavelmente estava certa de fazê-lo, pois ele, hoje, deve ter descoberto que é gay? Pode-se afirmar, quase sem medo, que toda mulher já rejeitou um homem injustificadamente.
Mas, e aí? Se nossos relacionamentos são apenas a cobrança ou o pagamento de um relacionamento anterior, será possível escapar desse círculo vicioso? Ou será que estamos realmente condenados a pular, como hamsters, de uma rodinha para outra, tentando sempre definir quem errou mais, quem sofreu mais, quem é credor de quem e quem é devedor de quem?
Eu prefiro acreditar que não. Aí está: meu lado mais otimista! Acredito que, quando estimulamos nosso bom senso, nossa auto-análise, e, principalmente, quando estamos dispostos assumir nossos erros e quaisquer outras conseqüências de nossas ações, conseguimos quebrar esse padrão cármico e, simplesmente, nos relacionar. Não estou dizendo que não há bagagem emocional pra se carregar de um namoro pra outro. Otimista, sim, alienada, não. Mas a disposição para assumir nossas neuroses, inseguranças e traumas do passado, é o que pode nos salvar das neuroses, inseguranças e traumas do futuro.

AS MULHERES E AS OUTRAS MULHERES


Não é um texto sobre amantes, não. É que comecei a reparar de uns tempos pra cá que, toda vez que estou me arrumando pra sair, não estou pensando, necessariamente, em quantos caras vão me olhar ou me paquerar – até porque tenho um namorido bem briguento – mas penso muito mais em quantas mulheres ao longo da noite vão me julgar.

E, pensando nisso, comecei a reparar na quantidade de amigas e conhecidas que apresentam este padrão de comportamento, não apenas com relação ao vestuário, mas com relação a quase todas as dinâmicas da vida.

É sério! Pare e reflita: quantas mulheres já não deram em cima do seu namorado, não porque estavam realmente apaixonadas por ele, mas só pra te espezinhar? Quantas vezes cada uma de nós já escolheu uma roupa pensando no que as amigas achariam dela? Que mulher nunca chorou sangue ao conhecer uma alta, loira, do olho azul, gente boa, inteligente, com bons modos, profissional de sucesso e dinheiro no banco, só porque ela era tudo o que você não é (é o tipo de “mulher completa” que parece existir SÓ para o resto da humanidade feminina se sentir um lixinho)? Quem nunca ficou pensando se outras mulheres achariam seu namorado feio ou chato?

Assim, eu dei de cara com a pergunta que não quer calar, senhores jurados: AS MULHERES VIVEM EM FUNÇÃO DE OUTRAS MULHERES?

Por favor, não interpretem este texto de forma radical. Não estou fazendo nem apologia à homossexualidade feminina (apesar de ter queridíssimas amigas que mereciam uma apologia), nem dizendo que toda mulher deve ou, de fato, vive competindo com todas as outras. Nem sei se isso é, de fato, uma competição! Estou apenas destacando esse aspecto sutil e complexo da nossa “criação feminina”, e que, confesso, me pegou de total surpresa.

De onde vem isso?! Eu me lembro de no prézinho ficar comparando minha letra com a de outras meninas! Aliás, acho que tooodas faziam isso. Todo grupinho escolar tinha uma nerdizinha, uma feia, uma bonita, uma rica, e todos esses critérios eram definidos, simplesmente, através da comparação de uma com a outra. Acho que um dos maiores motivos pelo qual eu estudava para as provas na escola era para não passar vergonha frente às amigas! Tô horrorizada! Tenho lembranças claras, desde a infância, de me preocupar com que outras meninas, e posteriormente outras mulheres, pensam de mim!!!

Sei que posso ser a única louca a sentir (ou admitir?) isso. Mas consigo pensar em duas justificativas: a primeira, mais pessimista, é que julgamento feminino é uma estratégia de guerra e tortura à qual nenhum homem sobreviveria. Só uma mulher sabe o que é capaz de dizer a respeito de outra e por isso fica em pânico de que possa ser o alvo um dia. E eu garanto: todas serão alvo, cedo ou tarde, pra bem ou pra mal.

A outra justificativa, um pouco mais romântica, é que, apesar de todo o machismo e de muitas vezes nossas vidas serem guiadas – em muitos aspectos – pelos nossos ditos cujos e objetos de desejo, no fundo, as mulheres se respeitam. E, sabendo da força que cada uma é capaz de ter, jogam duro, se analisam, se julgam, por saber que seremos sempre parâmetros de nós mesmas, como um grupo.

Espero, de verdade, que a realidade seja o último caso...

Miolo de pão


Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.
A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou:
"Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:
"Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"

Moral da história:
1 - Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe.
2 - Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você.
3 - Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.
4 - Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho.

Oração das Mulheres


Querido Deus:
Até agora o meu dia foi bem:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes...
Não comi chocolate... Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados...
Mas estou para levantar da cama a qualquer minuto...
E aí sim...
Vou precisar realmente da sua ajuda!
AMÉM!